Um mapa mental é um tipo de diagrama que ajuda a explicar conceitos complicados de maneira simples e objetiva. É bem simples de fazer: um mapa mental leva a ideia principal no centro e, a partir daí, se ramifica com os conceitos relacionados. Essa estrutura facilita na hora de fazer anotações em sala de aula e reuniões de trabalho
Dependendo da natureza e da complexidade do texto, a medida de uma lauda varia. Na tradução/versão literária, o Sindicato Nacional dos Tradutores (Sintra) define que uma lauda possui 30 linhas com até 70 caracteres cada uma, o equivalente a 2.100 caracteres, incluindo os espaços.
Mito da Caverna ou Alegoria da Caverna é um diálogo platônico que alude à preponderância do conhecimento racional sobre o conhecimento vulgar. O Mito da Caverna, ou Alegoria da Caverna, é uma história metafórica narrada por Platão por meio de um diálogo em seu livro “A República”.
Interpretação do Mito da Caverna
A Alegoria da Caverna é uma metáfora, ou como o próprio nome diz, uma alegoria. O que está escrito no texto não deve ser interpretado literalmente, pois Platão não quis apenas contar uma história sobre homens presos em uma caverna, mas quis passar uma mensagem com isso.
Inúmeros elementos metafóricos aparecem na alegoria. Os principais elementos estão dispostos abaixo:
Prisioneiros: os prisioneiros da caverna somos nós mesmos, os cidadãos comuns.
Caverna: é o nosso corpo, que segundo Platão, seria fonte de engano e dúvida, pois ele nos ilude na forma como apreendemos as aparências das coisas, nos fazendo acreditar que essas são as próprias coisas.
Sombras e ecos: as sombras que os prisioneiros veem e os ecos que eles escutam são as opiniões e os preconceitos que trazemos do senso comum e da vida costumeira. Eles são, segundo Platão, conhecimentos errados que adquirimos através dos sentidos de nosso corpo e da vida cotidiana.
Sair da caverna: a libertação do prisioneiro e a sua fuga da caverna simboliza a busca pelo conhecimento verdadeiro.
A luz do Sol: a luz solar no exterior da caverna simboliza o conhecimento verdadeiro, a razão e a filosofia. Quando o prisioneiro sai da caverna, ele sente-se perturbado pela luz intensa, elemento natural que ele nunca havia vivenciado. No início, há uma dificuldade de aceitação dessa luz pelas retinas, até que ele adapta-se e percebe toda a realidade exterior. Metaforicamente, isso simboliza a zona de conforto que as sombras e a caverna representam, pois o engano da vida comum pode ser confortável, enquanto a verdade pode ser, ao menos, inicialmente, dolorosa e sacrificante. Sair da ignorância significa sair da zona de conforto.
Como o Mito da Caverna se encaixaria nos dias de hoje?
As pessoas têm muitas informações via televisão e internet, mas mantêm-se no nível apenas informativo, não buscando conhecer profundamente as coisas.
Podemos transpor os escritos platônicos para uma interpretação sociológica da humanidade do século XXI. A humanidade parece ter se acostumado com a ignorância de tal modo, que há uma recusa geral por uma busca da verdade. As pessoas têm um oceano de informações por meio da mídia televisiva, da internet e das redes sociais, mas mantêm-se no nível meramente informativo, não buscando conhecer profundamente o mundo que habitam.
A política deixou de ser assunto de interesse da população. Quando a população parece interessar-se por política, o faz de modo superficial, sem buscar entender a essência daquilo que está em foco. As pessoas são levadas e enganadas facilmente pornotícias falsasespalhadas na internet porque não se dão ao trabalho de investigar se aquilo que foi divulgado é real.
As pessoas acreditam nas manchetes sensacionalistas de veículos de informação que muitas vezes visam apenas a chamar a atenção do leitor/espectador, sem ler o conteúdo completo que a matéria traz.
A busca pelo prazer incessante, o hedonismo, a falsa ideia de felicidade e a vaidade são valores que as pessoas buscam passar pelas redes sociais, mas o conteúdo intelectual dessas pessoas, muitas vezes, é limitado a um patamar muito baixo.
O conhecimento, a verdade, o bem e a justiça deixaram de ser procurados pelas pessoas do século XXI, o que está, cada vez mais, soterrando a nossa sociedade na ignorância e fazendo de nós prisioneiros de nossa caverna, como os prisioneiros da alegoria platônica.
Como Sócrates supôs, quase no fim do diálogo com Glauco, o prisioneiro liberto poderia ser agredido ou até morto ao tentar resgatar os seus companheiros, que o julgariam como um louco, desvairado, por ir contra tudo aquilo que eles aprenderam como certo.
Em nossos dias, parece haver um movimento parecido, pois as mentes brilhantes, as pessoas que buscam o conhecimento profundo das causas, os cientistas, os filósofos, são cada vez mais contestados por pessoas sem nenhum conhecimento ou embasamento científico ou filosófico, que utilizam a opinião vulgar para subjugar o valor da ciência.
O predomínio da opinião rasa, do fanatismo religioso e dos extremismos tem dado lugar ao conhecimento obtido durante anos de evolução racional da humanidade. Estamos voltando, por vontade própria, para a caverna de Platão.
A República, o livro que contém o Mito da Caverna
A Repúblicaé uma obra de Platão, dividida em dez livros, que tem como tema central a organização política da cidade. Considerada uma utopia política, Platão descreve as inúmeras questões que devem pautar a política, passando por temas como a estética e a teoria do conhecimento. O Mito da Caverna aparece no livro VII de A República.
Sócrates é o personagem principal da obra, construída em forma de diálogo. Ao longo do texto, aparecem interlocutores de Sócrates que têm uma função quase figurativa na narrativa platônica. O intuito do livro VII é falar sobre o conhecimento, sobre a ideia de justiça (que é alcançada por alguém que possua conhecimento) e sobre a educação dos filósofos, que seriam, na teoria platônica, os únicos a alcançarem o conhecimento necessário para governar bem a cidade.
Este ebook nasceu de ideias partilhadas sobre a concepção de que a vida é construída nos seus desafios. A nossa história de vida responde em parte pelas condições do social, seus valores, normas e determinações que nos arrebatam. Somos produtos e produtores da sociedade.
Uma visão ampliada da vida leva à busca de um sentido. Temos que resgatar valores com reforço nas relações familiares e de amizade, avaliando nossa capacidade de mudar. Temos que identificar talentos e competências, alimentando o autoconhecimento para melhorar. Temos que refletir sobre as múltiplas dimensões da vida e procurar equilibrá-las. Temos que atualizar a percepção de satisfação com os aspectos que compõem nossa vida. Esses são os objetivos estimulados pela leitura deste livro, ideal para qualquer idade.
Estimular a busca por objetivos futuros olhando para realidade e fatos positivos e negativos do passado. Reunir dados e passo a passo construir um caminho necessário para alcançar nossos sonhos.
Etapas de Construção
Adolescências; mundo adulto; Escola; Autoconhecimento; Identidade; Histórias de vida; Família; Percurso acadêmico; Estudos
Pessoal
Profissional
1 - Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital
2 - Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências
6 - Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e entender as relações do mundo do trabalho, do exercício da cidadania e do seu projeto de vida
8 - Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional
Desenvolver a percepção da importância de ter objetivos para vida adulta para o futuro e a importância da construção de caminho que leve até as metas elencadas até a entrega, o sonhado.
- Folhas brancas - Projetor - Caixa de som - Computador / tablet - Lápis
1) Leitura do poema e breve diálogo.
DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
Mario Quintana
A casa Rosa
"Eu moro em mim.
Sempre deixo as janelas entre-abertas pra sentir o sopro de raros afetos.
A porta?
-- Só abro para poucos.
Todos os dias, eu percorro meus cômodos, corredores e contemplo a vida pela varanda.
Mas, as gavetas...
Ah... As gavetas?
Ainda não dá para abri-las.
Senão, acabo tendo que morar dentro delas."
- Mário Quintana
2) Preparar o ambiente para meditação guiada por 5 minutos (imaginendo um lugar tranquilo e uma árvore/analogia com suas vidas que crescem lentamente).
3) Após a mediitação e ambientação. Pedir para desenharem a árvore que imaginaram (distribuir folhas).
5) Retomar a importância dos sonhos (poema/estrelas) e pedir para listarem sonhos e o que precisam fazer para alcançá-los.
6) Dialogar sobre a importância das raizes (família/escola/amigos/religião/autoconhecimento) para a sutentação da árvore (sonhos).
Obs: Muitos irão ter dificuldades em listar e encontrar o caminho até os sonhos, mas esse é o exercício, buscar o entendimento sobre a dificuldade em construir nossas vidas e sonhos. Cada passo por vez.
Do ponto de vista filosófico, o ser humano é caracterizado como um ser vivo racional, capaz de ser uma unidade e uma totalidade ao mesmo tempo, enquanto matéria. Ele também consegue, através da racionalidade, distinguir coisas e elaborar conceitos.
Celular nas escolas: secretarias se posicionam sobre uso de telas
Medida que restringe o dispositivo em sala de aula tem causado polêmica na comunidade escolar
Nas últimas semanas, algumas secretarias de educação têm restringido o uso de dispositivos eletrônicos nas escolas. A Prefeitura do Rio de Janeiro emitiu um decreto no último dia dois de fevereiro que suspende o uso do celular nas dependências dos colégios. A medida foi publicada no Diário Oficial e terá um período de 30 dias para conscientização e adaptação, quando serão realizadas oficinas com professores e alunos para que possam se acostumar à nova realidade. Já em São Paulo, a proibição foi no acesso às redes sociais pela internet das escolas estaduais. Essa restrição, que valia desde março do ano passado para os alunos, agora foi estendida para o corpo docente e demais funcionários.
A tecnologia em sala de aula, a princípio, chegou com a promessa de revolucionar as metodologias de ensino tradicionais, mas algumas entidades, como a UNESCO, alertam sobre a exposição excessiva de crianças e adolescentes às telas. Segundo o relatório de monitoramento global emitido em 2023 pelo Grupo de Monitoramento da Educação, as ferramentas tecnológicas em sala de aula podem ser benéficas, mas quando aplicadas às práticas pedagógicas. Nesse sentido, o documento evidenciou que a proximidade de um aparelho celular é capaz de distrair os estudantes e provocar impacto negativo na aprendizagem.
Uso excessivo de telas pode prejudicar a aprendizagem, alerta UNESCO. Foto: Tony Winston/Agência Brasília
Os dados desse relatório serviram de base à proibição dos celulares no município do Rio de Janeiro. O secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, afirma que os objetivos da medida envolvem a capacidade de aprendizado, concentração e a interação entre os alunos: “Os objetivos são pedagógicos e sócio emocionais. A cada notificação recebida no celular é como se o aluno saísse da sala de aula ou da roda de conversa. Não tem como se concentrar e ter um aprendizado adequado assim. O nosso objetivo, nesse sentido, é o de melhorar a capacidade de concentração dos estudantes nos estudos. A gente quer também que nossas crianças brinquem, conversem e interajam pessoalmente com seus colegas nos intervalos, e não que vão correndo para as redes sociais”.
No mundo, países como França, Holanda, Canadá e Estados Unidos possuem restrições quanto ao uso dos eletrônicos. Fatores como distração, isolamento social e queda no aprendizado foram apontados como motivo de preocupação. Para a coordenadora de Educação da UNESCO, Rebeca Otero, é preciso ter atenção com o uso da tecnologia: “Nós temos que promover cada vez mais o uso pedagógico para que esses equipamentos sejam usados em favor da educação, não contra a educação. Se a gente deixa livre, o estudante acaba não utilizando para fins pedagógicos, ou para pesquisa ou para grupos de discussões do tema da aula, mas ele entra em outros assuntos, em conversas paralelas e aí acaba se dispersando e aprendendo menos”.
Falta de infraestrutura nas escolas
A professora Erika Arantes é mãe de uma adolescente de 12 anos e recebeu a nova determinação da prefeitura carioca com apreensão: “Não discordo que o celular de uma maneira geral tem se tornado cada vez mais um problema, acho que é uma questão que todo mundo concorda e deve ser conversado, debatido, um ponto negativo é a questão da maneira como se propõe o debate”. Ela chama a atenção para a falta de estrutura da escola para lidar com a nova realidade. “É impossível ligar para lá, às vezes preciso dar um recado, mas ligo e ninguém me atende. Se eu não tenho o recurso do celular dela para deixar uma mensagem, eu não tenho comunicação com a escola porque a escola não tem pessoal”, explica.
Proibição no município do Rio começa a valer em fevereiro. Foto: Guilherme Oliveira/SME-RJ
Antes de entrar em vigor, uma consulta pública recebeu mais de 10 mil respostas da sociedade civil, com 83% das pessoas sendo favoráveis à proibição do uso de celulares durante todo o horário escolar. Segundo Renan Ferreirinha, essa restrição já havia sido feita no ano passado, tendo uma boa recepção por parte dos professores e responsáveis dos alunos: “O que fizemos agora foi ampliar a proibição para o recreio e intervalos, visando melhorar a interação social entre os alunos e fazer com que eles se desapeguem dos aparelhos, mesmo quando não estiverem em aula. Escola deve ser lugar de aprendizagem e interação humana. Por sinal, estamos usando o mês de fevereiro como período de conscientização para que os alunos se acostumem e entendam a importância das novas medidas que começam a valer a partir de março”, afirmou o secretário.
Especialista em Direito Educacional, Alynne Ferreira ressalta que a escola possui autonomia para tomar decisões, desde que sejam feitas com transparência: “A escola tem o direito a criar o seu processo pedagógico de acordo com o que ela acha mais interessante, com os parâmetros teóricos que ela vai seguir. A gente chama isso de exercício regular do direito, garantido pela lei de diretrizes e bases”.
O debate acerca do tema é amplo e esbarra em questões como o código de ética e regulação do uso. Segundo o Mestre em inteligência artificial e ética, Alexandre Le Voci Sayad a restrição é complexa: “Acho que existe coisas no meio do caminho, como a criação de um código de ética em conjunto com os alunos. Proibir é o que a escola sempre fez, na história da educação é o que ela mais faz. (É necessário) Discutir isso na sociedade, trazer um código de ética, entender os momentos do uso do celular, começar a pensar uma regulação disso sobre todas as esferas, inclusive sobre as Big Techs, tem uma cadeia de questões que proibir acaba sendo mais fácil”.
De acordo com Rebeca, o diálogo é ponto chave da discussão: “Vivemos um dos momentos mais complicados de violência dentro das escolas, tivemos uma série de episódios de violência e é muito importante pros pais terem um canal de comunicação com os filhos, para que eles possam se comunicar rapidamente, ter notícias. Tem uma série de questões relacionadas à segurança que o celular trouxe um certo conforto”. Contudo, ela enfatiza a necessidade de utilização crítica, com responsabilidade: “As escolas têm que fornecer aos estudantes uma educação midiática e informacional. O aluno precisa aprender dentro da escola a identificar fontes verídicas, notícias falsas, precisa aprender a checar informações que ele colhe na internet”, conclui.
No município do Rio de Janeiro, os celulares ainda poderão ser utilizados em casos específicos: com autorização dos professores para fins pedagógicos ou da gestão escolar quando as atividades forem interrompidas. Além disso, pessoas com deficiência ou necessidade de saúde terão o uso irrestrito e alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) podem utilizar nos intervalos. O secretário municipal de Educação pontua que a medida não consiste em ser contra as tecnologias, mas pôr limites ao uso delas nas salas de aula: “Não que os celulares não possam ser usados para o lazer, mas é necessário que a gente ensine limites. A gente não é contra o uso da tecnologia da educação, mas é preciso que ela seja utilizada de forma consciente e responsável. Do contrário, ao invés de ser uma aliada, a tecnologia passa ser uma vilã do processo educacional”.
A ideia de resistência, luta e firmeza foi o mote da propaganda.
Alguém propunha um mote e a glosa ia passando de voz em voz.
Ciro teceu comentários sobre outros candidatos que também utilizam o mote da mudança em suas campanhas.
Significado de Mote
substantivo masculino[Literatura] Estrofe que, localizada no início de uma composição poética, é utilizada como razão da obra, desenvolvendo o tema do poema.Texto curto, expressão ou ditado de teor satírico; motejo.Aquilo que serve como tema (propósito) de algo.Dito, expressão, sentença que sintetiza um ideal; lema.[Literatura] A sentença ou frase que serve como base ou tema para uma obra literária.As palavras que são gravadas no pedestal de uma estátua, placa, lápide, medalha etc.: epígrafe.Etimologia (origem da palavra mote). Do provençal e do francês mot.